5.12.09
Universo Paulistano - volume II
Até 05 de dezembro de 2009, a Andross editora estará selecionando contos para a coletânea UNIVERSO PAULISTANO - VOLUME II - CONTOS, CRÔNICAS E POEMAS SOBRE SÃO PAULO, a ser lançada em 30 de janeiro de 2010 na Biblioteca de Poesia Alceu Amoroso Lima, em São Paulo. Nosso objetivo é receber obras que tenham como temática a cidade de São Paulo de autores em início de carreira para integrar essa coletânea.
Qualquer pessoa pode enviar um texto para avaliação e possível publicação, basta que siga o regulamento de envio da obra, que está no website da editora: www.andross.com.br
Sinopse: São Paulo é assim: quando cremos já conhecer todas as ruas, dobramos uma nova esquina. Se dormimos saciados de seus sabores, amanhecemos com renovado apetite. Para cada história contada outra nasce, ecoa em nossos ouvidos e ressoa em nossas almas. Assim é São Paulo! Como qualquer universo, há sempre mais para experimentar. O segundo volume da série UNIVERSO PAULISTANO traz novas esquinas e sabores, descobertos e vividos por escritores apaixonados pela metrópole.
Qualquer pessoa pode enviar um texto para avaliação e possível publicação, basta que siga o regulamento de envio da obra, que está no website da editora: www.andross.com.br
Sinopse: São Paulo é assim: quando cremos já conhecer todas as ruas, dobramos uma nova esquina. Se dormimos saciados de seus sabores, amanhecemos com renovado apetite. Para cada história contada outra nasce, ecoa em nossos ouvidos e ressoa em nossas almas. Assim é São Paulo! Como qualquer universo, há sempre mais para experimentar. O segundo volume da série UNIVERSO PAULISTANO traz novas esquinas e sabores, descobertos e vividos por escritores apaixonados pela metrópole.
Pulseiras do sexo
Entenda a nova onda das escolas: as pulseiras do sexo
No Brasil, isso realmente existe ou é apenas mais um modismo nos acessórios de moda?
Carol Patrocinio, iG São Paulo
Nas últimas semanas todos os jornais do país noticiaram o uso de pulseiras com conotação de acessório sexual por adolescentes de todo o Brasil, influenciados por uma moda inglesa que inclui o uso das tais pulseiras do sexo (shag bands) e jogos sexuais. Conversamos com jovens do Brasil e de Londres para entender um pouco melhor esse caso e descobrir se é apenas um alarde para algo que não existe de verdade.
Shag Bands, anéis da pureza, pulseiras pro-ana (anorexia) ou pro-mia (bulimia). Se você é adolescente, ou foi há pouco tempo, sabe muito bem do que estamos falando. A cada ano surge um novo boato, uma nova história de alguém que tem um amigo que soube da vizinha...
As pulseiras do sexo tiveram sua primeira aparição no jornal inglês The Sun, conhecido por seu sensacionalismo. Segundo a publicação, os jovens ingleses usam a pulseira para trocar “favores sexuais”. No mesmo texto ainda é falado sobre um tipo de festa frequentada por jovens a partir de 14 anos, com bebidas e drogas a vontade, que terminaria em sexo sem proteção ou parceiro fixo.
No Brasil, a história tem tomado proporções assustadoras e é falado em todos os ambientes – desde as escolas, os escritórios ou as mesas de jantar. Pais estão desesperados e filhos tentam entender quando foi que começou todo o caos. Vamos entender, primeiro, o que é que estão dizendo dessas pulseiras.
Essa pulseiras, que foram muito usadas nos anos 80 e 90, são feitas à base de silicone, custam pouco e existem em variadas cores. O que dizem é sobre uma brincadeira que se chama “snap”: o garoto escolhe uma pulseira, retira do braço da menina e tenta arrebentá-la, a cor representa qual a prática sexual que será realizada a seguir, caso a pulseira se quebre – uma versão moderna do ingênuo “pêra, uva, maçã ou salada mista”.
Ainda segundo o tablóide inglês, ao saber do uso das pulseiras, professores começaram o boato de que os acessórios seriam feitos a partir de preservativos usados, para tentar desmotivar os jovens.
No Brasil, as pulseiras começaram a fazer sucesso antes da descoberta do seu significado. Quando a matéria do jornal inglês começou a ser retransmitida por e-mail muitas escolas proibiram o uso dos objetos e informaram os pais do perigo de sua utilização. O trecho abaixo foi retirado do site do colégio Marista:
“Pedimos que, com discernimento e serenidade, vejam as notícias veiculadas nos jornais e internet acerca das 'pulseiras coloridas' e conversem sobre o melhor posicionamento para seus filhos e filhas”
E quanto aos adolescentes? No Twitter, sempre alguém ouviu falar que em certo lugar rola, mas não há provas, ninguém comenta que usa a pulseira com intenção sexual. Em comunidades de redes sociais o único comentário é sobre a falta de importância ao significado que querem dar para o acessório.
Em Londres, Letícia diz que nunca tinha ouvido falar do assunto: “Eu nunca tinha ouvido falar dessa tal de shag band, daí fui pesquisar sobre e morri de rir com o que li...”. Pelo jeito, na Inglaterra o assunto também não tem sido levado tão a sério assim.
Você conhece alguém que usa as pulseiras com conotação sexual? Tem alguma história para contar? Acha que na verdade estão dando ideias de brincadeira aos adolescentes? Deixe um comentário!
No Brasil, isso realmente existe ou é apenas mais um modismo nos acessórios de moda?
Carol Patrocinio, iG São Paulo
Nas últimas semanas todos os jornais do país noticiaram o uso de pulseiras com conotação de acessório sexual por adolescentes de todo o Brasil, influenciados por uma moda inglesa que inclui o uso das tais pulseiras do sexo (shag bands) e jogos sexuais. Conversamos com jovens do Brasil e de Londres para entender um pouco melhor esse caso e descobrir se é apenas um alarde para algo que não existe de verdade.
Shag Bands, anéis da pureza, pulseiras pro-ana (anorexia) ou pro-mia (bulimia). Se você é adolescente, ou foi há pouco tempo, sabe muito bem do que estamos falando. A cada ano surge um novo boato, uma nova história de alguém que tem um amigo que soube da vizinha...
As pulseiras do sexo tiveram sua primeira aparição no jornal inglês The Sun, conhecido por seu sensacionalismo. Segundo a publicação, os jovens ingleses usam a pulseira para trocar “favores sexuais”. No mesmo texto ainda é falado sobre um tipo de festa frequentada por jovens a partir de 14 anos, com bebidas e drogas a vontade, que terminaria em sexo sem proteção ou parceiro fixo.
No Brasil, a história tem tomado proporções assustadoras e é falado em todos os ambientes – desde as escolas, os escritórios ou as mesas de jantar. Pais estão desesperados e filhos tentam entender quando foi que começou todo o caos. Vamos entender, primeiro, o que é que estão dizendo dessas pulseiras.
Essa pulseiras, que foram muito usadas nos anos 80 e 90, são feitas à base de silicone, custam pouco e existem em variadas cores. O que dizem é sobre uma brincadeira que se chama “snap”: o garoto escolhe uma pulseira, retira do braço da menina e tenta arrebentá-la, a cor representa qual a prática sexual que será realizada a seguir, caso a pulseira se quebre – uma versão moderna do ingênuo “pêra, uva, maçã ou salada mista”.
Ainda segundo o tablóide inglês, ao saber do uso das pulseiras, professores começaram o boato de que os acessórios seriam feitos a partir de preservativos usados, para tentar desmotivar os jovens.
No Brasil, as pulseiras começaram a fazer sucesso antes da descoberta do seu significado. Quando a matéria do jornal inglês começou a ser retransmitida por e-mail muitas escolas proibiram o uso dos objetos e informaram os pais do perigo de sua utilização. O trecho abaixo foi retirado do site do colégio Marista:
“Pedimos que, com discernimento e serenidade, vejam as notícias veiculadas nos jornais e internet acerca das 'pulseiras coloridas' e conversem sobre o melhor posicionamento para seus filhos e filhas”
E quanto aos adolescentes? No Twitter, sempre alguém ouviu falar que em certo lugar rola, mas não há provas, ninguém comenta que usa a pulseira com intenção sexual. Em comunidades de redes sociais o único comentário é sobre a falta de importância ao significado que querem dar para o acessório.
Em Londres, Letícia diz que nunca tinha ouvido falar do assunto: “Eu nunca tinha ouvido falar dessa tal de shag band, daí fui pesquisar sobre e morri de rir com o que li...”. Pelo jeito, na Inglaterra o assunto também não tem sido levado tão a sério assim.
Você conhece alguém que usa as pulseiras com conotação sexual? Tem alguma história para contar? Acha que na verdade estão dando ideias de brincadeira aos adolescentes? Deixe um comentário!
4.12.09
ALUNOS INTELIGENTES
Professor: O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno: Purê de batata, senhor professor!
Professor:- Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno:- Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professor:- Mais depressa!
Aluno:- Nós corremos, vós correis, eles correm!
Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor professor.
Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- O 1º Aluno diz: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.
- O 2º Aluno diz: E eu fui esperá-lo no aeroporto!
Professor: Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas.
Um aluno de Direito a fazer um exame oral: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado: Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
PROFESSORA: Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte. MARIA: Aqui está.
PROFESSORA: Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
TURMA: A Maria.
PROFESSORA: Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
Joãozinho: Não professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira.
PROFESSORA: Bruno, a tua redação "O Meu Cão" é exatamente igual à do seu irmão. Você copiou?
BRUNO: Não, professora. O cão é que é o mesmo.
PROFESSORA: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
BRUNO: Professora
Aluno: Purê de batata, senhor professor!
Professor:- Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno:- Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
Professor:- Mais depressa!
Aluno:- Nós corremos, vós correis, eles correm!
Professor: "Chovia" que tempo é?
Aluno: É tempo muito mau, senhor professor.
Professor: Quantos corações nós temos?
Aluno: Dois, senhor professor.
Professor: Dois!?
Aluno: Sim, o meu e o seu!
Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- O 1º Aluno diz: Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.
- O 2º Aluno diz: E eu fui esperá-lo no aeroporto!
Professor: Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno: Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas.
Um aluno de Direito a fazer um exame oral: O que é uma fraude?
Responde o aluno: É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado: Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!
PROFESSORA: Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte. MARIA: Aqui está.
PROFESSORA: Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
TURMA: A Maria.
PROFESSORA: Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
Joãozinho: Não professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira.
PROFESSORA: Bruno, a tua redação "O Meu Cão" é exatamente igual à do seu irmão. Você copiou?
BRUNO: Não, professora. O cão é que é o mesmo.
PROFESSORA: Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?
BRUNO: Professora
दितोस Populares
E a gente pensa que repete corretamente os 'ditos populares'...
No popular se diz:
1) 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
2) 'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
3) 'Cor de burro quando foge.'
O correto é: 'Corro de burro quando foge!'
4) 'Quem tem boca vai a Roma.'
O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
5) 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
6) 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'
EU NÃO SABIA. E VOCÊ ?
Esses erros remontam séculos e vão seguir porque toda a lingua é viva..
Os nobres os falavam corretamente, mas quando o ditado se popularizava as pessoas repetiam conforme sua construção cultural e bagagem de vocabulário.
sso ocorre cotidianamente em extremos: com crianças, que entendem ou ouvem daquele jeito e em pessoas adultas menos escolarizadas, que recai naquele fator acima, ainda hoje.
Frases que o povo diz
Fazendo nas coxas
As primeiras telhas das casas no Brasil eram feitas de argila, moldadas nas coxas dos escravos vindos da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido os diferentes tipos de coxas. Daí a expressão "fazendo nas coxas", ou seja, de qualquer jeito.
Voto de minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. O "voto de minerva" é, portanto, o voto decisivo.
Casa da mãe Joana
Na época do Brasil império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, menos no local, a expressão "casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar que ninguém manda.
Conto do vigário
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários decidiram contar com a ajuda de Deus, ou melhor dizendo, de um burro. O negócio foi o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias e o animal teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro para chegar com facilidade a sua paróquia. Dessa forma, a expressão "conto do vigário" passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
Ficar a ver navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava "a ver navios", isto é, contar com algo que não iria acontecer.
Não entendo patavinas
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Sendo assim, não "entender patavina" significa não entender nada.
Dourar a pílula
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão "dourar a pílula" significa melhorar a aparência de algo.
Sem eira nem beira
Os telhados antigos possuíam eira e beira, detalhes que conferiam estatus ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e cultura. "Sem eira nem beira" significa que a pessoa é pobre, sem dinheiro, muitas vezes sem ter onde morar.
Canto do cisne
Conta-se que o cisne emite um belíssimo canto pouco antes de morrer. Com o passar do tempo passou a significar obra notável produzida pelo fim da vida de alguém. A expressão "canto do cisne" representa, portanto, as últimas realizações de um autor.
Canto da sereia
Palavras ou atos de atrativo com que alguém procura conquistar amizade, confiança, favores, de outrem. O receptor entende como algo bom, que venha lhe trazer algum benefício, mas na verdade entendeu de forma equivocada e vai ter prejuízo.
Dicas do Prof. Pasquale
Nossa Língua Portuguesa
No popular se diz:
1) 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
2) 'Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
3) 'Cor de burro quando foge.'
O correto é: 'Corro de burro quando foge!'
4) 'Quem tem boca vai a Roma.'
O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
5) 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
6) 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'
EU NÃO SABIA. E VOCÊ ?
Esses erros remontam séculos e vão seguir porque toda a lingua é viva..
Os nobres os falavam corretamente, mas quando o ditado se popularizava as pessoas repetiam conforme sua construção cultural e bagagem de vocabulário.
sso ocorre cotidianamente em extremos: com crianças, que entendem ou ouvem daquele jeito e em pessoas adultas menos escolarizadas, que recai naquele fator acima, ainda hoje.
Frases que o povo diz
Fazendo nas coxas
As primeiras telhas das casas no Brasil eram feitas de argila, moldadas nas coxas dos escravos vindos da África. Como os escravos variavam de tamanho e porte físico, as telhas ficavam todas desiguais devido os diferentes tipos de coxas. Daí a expressão "fazendo nas coxas", ou seja, de qualquer jeito.
Voto de minerva
Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. O "voto de minerva" é, portanto, o voto decisivo.
Casa da mãe Joana
Na época do Brasil império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro, cuja proprietária se chamava Joana. Como esses homens mandavam e desmandavam no país, menos no local, a expressão "casa da mãe Joana" ficou conhecida como sinônimo de lugar que ninguém manda.
Conto do vigário
Duas igrejas de Ouro Preto receberam uma imagem de santa como presente. Para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários decidiram contar com a ajuda de Deus, ou melhor dizendo, de um burro. O negócio foi o seguinte: colocaram o burro entre as duas paróquias e o animal teria que caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E foi isso que aconteceu, só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burro para chegar com facilidade a sua paróquia. Dessa forma, a expressão "conto do vigário" passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.
Ficar a ver navios
Dom Sebastião, rei de Portugal, havia morrido na batalha de Alcácer-Quibir, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por esse motivo, o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca. Era comum as pessoas visitarem o Alto de Santa Catarina, em Lisboa, para esperar pelo rei. Como ele não voltou, o povo ficava "a ver navios", isto é, contar com algo que não iria acontecer.
Não entendo patavinas
Os portugueses encontravam uma enorme dificuldade de entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Sendo assim, não "entender patavina" significa não entender nada.
Dourar a pílula
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. A expressão "dourar a pílula" significa melhorar a aparência de algo.
Sem eira nem beira
Os telhados antigos possuíam eira e beira, detalhes que conferiam estatus ao dono do imóvel. Possuir eira e beira era sinal de riqueza e cultura. "Sem eira nem beira" significa que a pessoa é pobre, sem dinheiro, muitas vezes sem ter onde morar.
Canto do cisne
Conta-se que o cisne emite um belíssimo canto pouco antes de morrer. Com o passar do tempo passou a significar obra notável produzida pelo fim da vida de alguém. A expressão "canto do cisne" representa, portanto, as últimas realizações de um autor.
Canto da sereia
Palavras ou atos de atrativo com que alguém procura conquistar amizade, confiança, favores, de outrem. O receptor entende como algo bom, que venha lhe trazer algum benefício, mas na verdade entendeu de forma equivocada e vai ter prejuízo.
Dicas do Prof. Pasquale
Nossa Língua Portuguesa
2.12.09
O que é Educação?
Há muitos anos, governantes de dois estados americanos,após muitas guerras de extermínio , selaram um tratado de paz com os índios. Para selar o acontecido e, convencidos que a educação é tudo, as autoridades escreveram cartas aos nativos, oferecendo vagas para jovens índios, nas escolas dos brancos. Agradecendo e recusando a oferta eles responderam:
-Estamos convencidos que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de coração. Mas, entendemos que diferentes povos tem idéias diferentes sobre as coisas. Esperamos que não fiquem ofendidos ao saber que vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa. Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas dos "civilizados" e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando voltaram para nós, eram maus corredores, ignorantes na vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam como caçar o búfalo,matar o inimigo, construir uma cabana e falavam nossa língua muito mal. Eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros,nem como caçadores ou conselheiros. Agradecemos a oferta embora não possamos aceitá-la. Para mostrar nossa gratidão, propomos aos nobres senhores que nos enviem alguns dos seus jovens. Nós lhe ensinaremos tudo o que sabemos e faremos deles, homens.
(C. Brandão-O que é educação)
-Estamos convencidos que os senhores desejam o bem para nós e agradecemos de coração. Mas, entendemos que diferentes povos tem idéias diferentes sobre as coisas. Esperamos que não fiquem ofendidos ao saber que vossa idéia de educação não é a mesma que a nossa. Muitos dos nossos bravos guerreiros foram formados nas escolas dos "civilizados" e aprenderam toda a vossa ciência. Mas, quando voltaram para nós, eram maus corredores, ignorantes na vida da floresta e incapazes de suportar o frio e a fome. Não sabiam como caçar o búfalo,matar o inimigo, construir uma cabana e falavam nossa língua muito mal. Eram, portanto, totalmente inúteis. Não serviam como guerreiros,nem como caçadores ou conselheiros. Agradecemos a oferta embora não possamos aceitá-la. Para mostrar nossa gratidão, propomos aos nobres senhores que nos enviem alguns dos seus jovens. Nós lhe ensinaremos tudo o que sabemos e faremos deles, homens.
(C. Brandão-O que é educação)
1.12.09
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