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28.7.11
Final do Soletrando
Maratona de Soletração encerrou o 10º Concurso Pátria Amada
Nervosismo, lágrimas, tensão, expectativa, torcida, vibração e alegria se misturavam na tarde da última terça-feira, dia 26, durante a Maratona de Soletração que encerrou a 10ª edição do Concurso do Programa Pátria Amada, realizado pela Secretaria da Educação de Itabuna (SEC), integrando a programação dos 101 anos da cidade. Ao final das três etapas da Maratona, Thainara Santos de Oliveira, 12 anos, do Centro de Atenção Integral à Criança Caic Jorge Amado sagrou-se campeã.
Para tanto, o auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) foi o espaço exato para receber, além dos 32 estudantes do Ciclo da Adolescência – CAD I e II, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo; o secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa; o chefe de cerimonial da Prefeitura, Ramiro Aquino; o chefe de Gabinete, Ivann Montenegro; o diretor da FTC Itabuna, Cristiano Lôbo; e dezenas de outros alunos da Rede Municipal de Ensino, professores e pais de estudantes que não escondiam a ansiedade quando cada um dos finalistas subia ao púlpito para soletrar as palavras, que eram sorteadas na hora e foram dividias em três categorias – fáceis, médias e difíceis.
Antecedendo o momento de soletração, o prefeito Azevedo saudou os estudantes e professores e ressaltou a importância da leitura para a construção do conhecimento. Lembrando da época de sua infância, quando era cobrado pela mãe para ler as cartilhas da escola, o prefeito também falou da importância desta edição do Pátria Amada, na qual a Secretaria da Educação buscou despertar nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura.
“Mesmo com toda a tecnologia, cujo acesso está mais fácil a todos, o hábito de ler é indispensável para quem quer adquirir conhecimento, pois através dos livros compreendemos melhor o mundo e as pessoas”, frisou Azevedo. O prefeito também parabenizou os professores pela dedicação aos projetos implementados pela SEC.
A fala do prefeito foi pertinente, já que o tema do 10º Concurso do Pátria Amada foi Ler é 10 e, os alunos participantes do soletrando de cada escola, leu o romance Por que tanta pressa de crescer? de Brian Keaney, de onde foram selecionadas as palavras da disputa.
O secretário Gustavo Lisboa agradeceu aos educadores que têm contribuído para a consolidação do Programa Pátria Amada na Rede Municipal de Ensino e lembrou que a iniciativa já distribuiu mais de R$ 200 mil em prêmios, inclusive em equipamentos tecnológicos para escolas, professores e estudantes. Ele destacou a participação da FTC nas iniciativas voltadas para o desenvolvimento da Educação de Itabuna, a exemplo do Pátria Amada.
Ao final da Maratona, dos 32 finalistas, Thainara Oliveira e Ingrid da Cruz Estévão, do CAIC e Franciele Souza Torres. do Flávio Simões, disputavam a melhor de três. Enganada pela pronúncia e pelo nervosismo, Franciele, do Flávio, deixou a competição em 3º lugar ao soletrar espontânio e não espontâneo.
As candidatas do CAIC, então, protagonizaram mais um momento emocionante do concurso quando decidiram o titulo de campeã. Sendo a primeira a responder e demonstrando muito nervosismo, Ingrid foi eliminada por conta da palavra esquisitice. Por outro lado, a segurança de Thainara foi imprescindível no momento em que foi convidada a soletrar a palavra retransmitindo. As duas finalistas, que são colegas de escola e de sala, comemoraram abraçadas aos professores o resultado. Como prêmio, a campeã ganhou um computador novinho doado pela Rede de Ensino FTC.
Aos alunos participantes a nossa homenagem e os nossos parabéns!
Nervosismo, lágrimas, tensão, expectativa, torcida, vibração e alegria se misturavam na tarde da última terça-feira, dia 26, durante a Maratona de Soletração que encerrou a 10ª edição do Concurso do Programa Pátria Amada, realizado pela Secretaria da Educação de Itabuna (SEC), integrando a programação dos 101 anos da cidade. Ao final das três etapas da Maratona, Thainara Santos de Oliveira, 12 anos, do Centro de Atenção Integral à Criança Caic Jorge Amado sagrou-se campeã.
Para tanto, o auditório da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) foi o espaço exato para receber, além dos 32 estudantes do Ciclo da Adolescência – CAD I e II, o prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo; o secretário da Educação, Gustavo Joaquim Lisboa; o chefe de cerimonial da Prefeitura, Ramiro Aquino; o chefe de Gabinete, Ivann Montenegro; o diretor da FTC Itabuna, Cristiano Lôbo; e dezenas de outros alunos da Rede Municipal de Ensino, professores e pais de estudantes que não escondiam a ansiedade quando cada um dos finalistas subia ao púlpito para soletrar as palavras, que eram sorteadas na hora e foram dividias em três categorias – fáceis, médias e difíceis.
Antecedendo o momento de soletração, o prefeito Azevedo saudou os estudantes e professores e ressaltou a importância da leitura para a construção do conhecimento. Lembrando da época de sua infância, quando era cobrado pela mãe para ler as cartilhas da escola, o prefeito também falou da importância desta edição do Pátria Amada, na qual a Secretaria da Educação buscou despertar nas crianças e adolescentes o gosto pela leitura.
“Mesmo com toda a tecnologia, cujo acesso está mais fácil a todos, o hábito de ler é indispensável para quem quer adquirir conhecimento, pois através dos livros compreendemos melhor o mundo e as pessoas”, frisou Azevedo. O prefeito também parabenizou os professores pela dedicação aos projetos implementados pela SEC.
A fala do prefeito foi pertinente, já que o tema do 10º Concurso do Pátria Amada foi Ler é 10 e, os alunos participantes do soletrando de cada escola, leu o romance Por que tanta pressa de crescer? de Brian Keaney, de onde foram selecionadas as palavras da disputa.
O secretário Gustavo Lisboa agradeceu aos educadores que têm contribuído para a consolidação do Programa Pátria Amada na Rede Municipal de Ensino e lembrou que a iniciativa já distribuiu mais de R$ 200 mil em prêmios, inclusive em equipamentos tecnológicos para escolas, professores e estudantes. Ele destacou a participação da FTC nas iniciativas voltadas para o desenvolvimento da Educação de Itabuna, a exemplo do Pátria Amada.
Ao final da Maratona, dos 32 finalistas, Thainara Oliveira e Ingrid da Cruz Estévão, do CAIC e Franciele Souza Torres. do Flávio Simões, disputavam a melhor de três. Enganada pela pronúncia e pelo nervosismo, Franciele, do Flávio, deixou a competição em 3º lugar ao soletrar espontânio e não espontâneo.
As candidatas do CAIC, então, protagonizaram mais um momento emocionante do concurso quando decidiram o titulo de campeã. Sendo a primeira a responder e demonstrando muito nervosismo, Ingrid foi eliminada por conta da palavra esquisitice. Por outro lado, a segurança de Thainara foi imprescindível no momento em que foi convidada a soletrar a palavra retransmitindo. As duas finalistas, que são colegas de escola e de sala, comemoraram abraçadas aos professores o resultado. Como prêmio, a campeã ganhou um computador novinho doado pela Rede de Ensino FTC.
Aos alunos participantes a nossa homenagem e os nossos parabéns!
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Arte Educação,
Atividade Multidisciplinar,
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Projeto Leitura
15.7.11
Coordenador pedagógico: um profissional em busca de identidade
Coordenador pedagógico: um profissional em busca de identidade
Pesquisa da FVC conclui que a formação de professores começa a ser o foco
da atuação do
coordenador, mas ele ainda sofre com a falta de apoio
Percalços da formação na América Latina, por Denise Villant
Em algumas redes de ensino, ele é chamado
de orientador,
supervisor ou, simplesmente, pedagogo. Em
outras, de coor
denador pedagógico, que é como GESTÃO
ESCOLAR
sempre se refere ao profissional responsável
pela formação
da equipe docente nas escolas. Nas unidades
que contam
com sua presença, ele faz parte da equipe
gestora e é o braço
direito do diretor. Num passado não muito
remoto, essa figura
nem sequer existia. Começou a aparecer nos quadros das
Secretarias de Educação quando os responsáveis pelas políticas públicas perceberam
que a aprendizagem dos alunos depende diretamente da maneira como o professor ensina.
Diante desse cenário, a Fundação Victor Civita (FVC) decidiu descobrir quem é
e o que pensa esse personagem relativamente novo no cenário educacional brasileiro,
escolhendo-o como tema de uma pesquisa intitulada O Coordenador Pedagógico
e a Formação Continuada de Professores: Intenções, Tensões e Contradições.
Realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), sob a supervisão de
Cláudia Davis, o estudo teve a coordenação de Vera Maria Nigro de Souza
Placco e de Laurinda
Ramalho de Almeida, ambas da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (PUC-SP), e de
Vera Lúcia Trevisan de Souza, da Pontifícia Universidade Católica de
Campinas (PUC-Campinas).
Graças a ela, fizemos esta edição especial, com reportagens e seções
tratando de temas relativos à coordenação pedagógica.
Uma das principais conclusões da pesquisa é que, apesar de ser um
educador com experiência,
inclusive na função (saiba mais sobre o perfil desse profissional no quadro
abaixo), ainda lhe faltam identidade e segurança para realizar um bom trabalho.
Ele se sente muito importante no processo educacional, mas não sabe ao certo
como agir na escola frente às demandas e mostra isso por meio
de algumas contradições: ao mesmo tempo em que afirma que sua atuação pode
contribuir para o aprendizado dos alunos e para a melhoria do trabalho dos professores,
não percebe quanto isso faz diferença nos resultados finais da aprendizagem (veja mais
no quadro da próxima página). "A identidade profissional se constrói nas relações de
trabalho. Ela se constitui na soma da imagem que o profissional
tem de si mesmo, das tarefas que toma para si no dia a dia e das expectativas que as
outras pessoas
com as quais se relaciona têm acerca de seu desempenho", afirma Vera Placco.
Quem são os coordenadores pedagógicos no Brasil
Um resumo das características do profissional que atua nessa função
90% são mulheres
88% já deram aula na Educação Básica
76% têm entre 36 e 55 anos
A maioria tem mais de 5 anos de experiência na função
Continue lendo a reportagem
Dia a dia atribulado e legislação confusa contribuem para atuação sem foco
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/coordenador-pedagogico-profissional-busca-identidade-632174.shtml?page=1
Problemas envolvem desde infraestrutura até falta de tempo
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/coordenador-pedagogico-profissional-busca-identidade-632174.shtml?page=2
Supervisão é insuficiente da rede sobre o trabalho do formador
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/coordenador-pedagogico-profissional-busca-identidade-632174.shtml?page=3
Pesquisa da FVC conclui que a formação de professores começa a ser o foco
da atuação do
coordenador, mas ele ainda sofre com a falta de apoio
Percalços da formação na América Latina, por Denise Villant
Em algumas redes de ensino, ele é chamado
de orientador,
supervisor ou, simplesmente, pedagogo. Em
outras, de coor
denador pedagógico, que é como GESTÃO
ESCOLAR
sempre se refere ao profissional responsável
pela formação
da equipe docente nas escolas. Nas unidades
que contam
com sua presença, ele faz parte da equipe
gestora e é o braço
direito do diretor. Num passado não muito
remoto, essa figura
nem sequer existia. Começou a aparecer nos quadros das
Secretarias de Educação quando os responsáveis pelas políticas públicas perceberam
que a aprendizagem dos alunos depende diretamente da maneira como o professor ensina.
Diante desse cenário, a Fundação Victor Civita (FVC) decidiu descobrir quem é
e o que pensa esse personagem relativamente novo no cenário educacional brasileiro,
escolhendo-o como tema de uma pesquisa intitulada O Coordenador Pedagógico
e a Formação Continuada de Professores: Intenções, Tensões e Contradições.
Realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), sob a supervisão de
Cláudia Davis, o estudo teve a coordenação de Vera Maria Nigro de Souza
Placco e de Laurinda
Ramalho de Almeida, ambas da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (PUC-SP), e de
Vera Lúcia Trevisan de Souza, da Pontifícia Universidade Católica de
Campinas (PUC-Campinas).
Graças a ela, fizemos esta edição especial, com reportagens e seções
tratando de temas relativos à coordenação pedagógica.
Uma das principais conclusões da pesquisa é que, apesar de ser um
educador com experiência,
inclusive na função (saiba mais sobre o perfil desse profissional no quadro
abaixo), ainda lhe faltam identidade e segurança para realizar um bom trabalho.
Ele se sente muito importante no processo educacional, mas não sabe ao certo
como agir na escola frente às demandas e mostra isso por meio
de algumas contradições: ao mesmo tempo em que afirma que sua atuação pode
contribuir para o aprendizado dos alunos e para a melhoria do trabalho dos professores,
não percebe quanto isso faz diferença nos resultados finais da aprendizagem (veja mais
no quadro da próxima página). "A identidade profissional se constrói nas relações de
trabalho. Ela se constitui na soma da imagem que o profissional
tem de si mesmo, das tarefas que toma para si no dia a dia e das expectativas que as
outras pessoas
com as quais se relaciona têm acerca de seu desempenho", afirma Vera Placco.
Quem são os coordenadores pedagógicos no Brasil
Um resumo das características do profissional que atua nessa função
90% são mulheres
88% já deram aula na Educação Básica
76% têm entre 36 e 55 anos
A maioria tem mais de 5 anos de experiência na função
Continue lendo a reportagem
Dia a dia atribulado e legislação confusa contribuem para atuação sem foco
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/coordenador-pedagogico-profissional-busca-identidade-632174.shtml?page=1
Problemas envolvem desde infraestrutura até falta de tempo
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/coordenador-pedagogico-profissional-busca-identidade-632174.shtml?page=2
Supervisão é insuficiente da rede sobre o trabalho do formador
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/coordenador-pedagogico-profissional-busca-identidade-632174.shtml?page=3
19.5.11
Falando de Arte
Falar de arte sem contextualizar é complicado, mas começar obrigatoriamente no convencional é o meio mais rápido para tornar uma obrigação chata algo que deveria ser gostoso. É assim que vejo arte: algo extremamente prazeroso.
Não, não enlouqueci. E não falo de sacanagem alguma, nem de sexo. Falo do prazer em sentido amplo, de viver e curtir a arte. “Sacar” o que está rolando na produção artística contemporânea, desvendar idéias, artistas, pessoas, isso sim fascina em arte. A história vem em conseqüência, e depois naturalmente vem a curiosidade de saber o “who-is-who”.
A sociedade e cultura ocidentais, mais a “moral cristã”, que valorizam o sofrimento como virtude, são responsáveis por um estado de coisas que às vezes me deixa a fim de dizer “pára mundo que eu quero descer!” Para falar ‘tecnicamente’ sobre arte vocês podem achar que há gente muito mais capacitada que euzinha (Até porque a minha esclerose-galopante me deixa completamente abobalhada com relação a nomes e datas, muitas vezes.), mas justamente é isso que resulta num “endeusamento abobalhante” da arte que é contrário ao prazer!Em alguns casos, essa “santificação” acontece inconscientemente. Como pessoas que, para valorizar um assunto, recorrem logo ao batido “estado da arte’ da coisa. Noutros, uma simples fala denota uma falta de respeito e preconceito absurdos, como expressões do tipo “fulano está fazendo arte”, quando a criatura está fazendo algo fora do que é considerado ‘certo’…
Há algumas tentativas de valorização que acabam como “tiros pela culatra”… Fazendo analogias tão pateticamente vazias que repetem padrões exaustivos sem realmente sequer saber do que está falando. Desde cedo se incute nas crianças a idéia de arte como algo “errado”… Mas que coisa difícil…
A fábula de La Fontaine, da Cigarra e da Formiga é o apogeu da bobagem! Enquanto a formiguinha, “tadinha” (olha o sofrimento aí…), trabalha feito uma condenada para ter seu sustento, a cigarra, aquela “desocupada”, “luxuriante”, “vazia” e “fútil criatura”, só canta… É artista, a descarada!
Essa fábula, preconceituosa, coloca o artista, como um vagabundo, que não trabalha, não produz e, portanto, não tem futuro! E a trabalhadora formiguinha, além de trabalhar, ainda acolhe a desocupada. Boazinha ela, nossa, não é?
Pois é… A moral da história: Artista é vagabundo e arte não é trabalho. Gostaria de encontrar, um dia, o Sr. La Fontaine cara-a-cara para saber de onde tirou essa idéia estapafúrdia!
Uma historinha que circula aí pela Internet, que recebi (sem citação), vem a calhar. É a “forra” dos artistas para este preconceitozinho medíocre, de arte como sinônimo de desocupação. Aliás, é o “abre alas” da minha cruzada-pessoal-de-conscientização-cultural-artístico-educacional, e diz mais ou menos assim:
A Formiga não faz idéia de quem seja.
A outra continua: – Querida, você não está me reconhecendo? Não acredito que não se lembre de mim, Cigarra, que você ajudou naquele inverno, lembra?
A formiga, então, sorri e diz: – Mas Amiga Cigarra, você está tão diferente… Como está?
Cigarra, abraçando a formiga, diz: – Pois não é, amiga? Você está igualzinha! Como tá a vida?
Formiga responde: – A vida? Na mesma, trabalho e mais trabalho, nada de novo, e você?
Cigarra: – Ah, minha amiga, nem te conto! Depois daquele inverno em que me socorreu, veio a primavera e o verão. Como sempre, cantava num bar… Um produtor internacional me viu e adorou minha voz! Me levou para fora, me produziu e me lançou no mercado internacional. Enfim, estourei e fiquei rica. Tô aqui hoje para lançar o meu novo álbum. Como não paro em canto algum, tenho apartamento em NYC, Londres e aqui, e estou indo para Paris prá uma turnê pela Europa, aliás, quer alguma coisa da França, querida?
A Formiga, que ouvia a tudo pensativa, cabisbaixa, encara a Cigarra e diz, categórica: – Quero… Quero sim, amiga. Se por acaso você encontrar um tal La Fontaine, faz um favor para mim? Manda ele pra puta que pariu?!
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texto de Jurema Sampaio - Mestre em Artes Visuais, especialista em Ensino e Produção de Arte, licenciada em Arte-Educação, Desenho e Artes Plásticas (PUC-Campinas). Atualmente cursa Doutorado. Professora Universitária.
Marcadores:
Arte Educação,
La Fontaine
3.4.11
Barulho, traço cultural brasileiro? Por quê?
Barulho, traço cultural brasileiro? Por quê?
Por Mariana Souza
Existem desejos dentro de nós que não se aquietam enquanto não satisfeitos. Tão fortes, não deixam alternativas outras que não a de morrer em vida ao nunca realizá-lo ou a de se matar na tentativa de fazê-lo. Assim tem sido comigo. Perguntam-me a razão de empreender a ‘luta perdida’, esse desejo febril de revoluções dentro de mentes, remoção de idéias perpetradas, sedimentadas, vigorosamente legitimadas... Falsas todas elas. Por isso mesmo empreendo a tal luta, teimosa, ardente... Movida por força maior, mistério oculto, uma idéia fixa de que algo é preciso ser feito. Nem tudo será perdido.
Durante dez anos fui testemunha silenciosa de um progressivo empobrecimento da cidade e do homem.
Cita-se a cidade de Itabuna, nos seus cem anos, uma velha senhora, empobrecida e deselegante. Não ajuda o seu rio, outrora orgulho estético local, hoje fétido, definha a olhos vistos.
“É progressiva, a degeneração!” pensei, com profundo pesar lançando olhar sobre tudo, impotente.
Por que as escolas fracassam, seus alunos não aprendem, não têm disposição para fazê-lo, mas gastam quilos de energias em futilidades, buscas vazias? Que geração é essa, onde vence às largas os anti-heróis? Por que o trabalho árduo, criativo, a luta boa enfim, perde às largas para a procura desenfreada e insaciável de prazer? Ah! Desaparece o bom senso, imediatismo e oportunismo prevalecem! Perde-se miseravelmente a noção do outro, egoísmo e mesquinharias grassam sem forças que os contenham!
Por que tanta tecnologia, metodologias, estratégias, tanta sofisticação e facilitações não dão conta de fazer o cidadão, ao contrário, triunfa a vulgaridade, o corpo leso, anestesiado por muitos vícios?
Por que nada freia o grito deselegante, a agressividade, a criminalidade, o banditismo?
Perguntas, perguntas. Centenas delas... Todas cheias de resposta cômodas. “É efeito dos tempos modernos, do infindável número de escassezes e excessos!” dizem todos, unânimes... Impotentes como eu.
Não há soluções...
Não enquanto todas as respostas estiverem fora do homem...
Enquanto assim for, triunfará o grito, o caos, o nascimento de um novo ser, que de modo algum se chamará cidadão.
Mas, então, empreendo a luta árdua de remover pedras de dentro de mentes, guiada às cegas pelo tal desejo, pela crença de que nalgum dia, nalgum momento o homem se tornará humilde o bastante para compreender que a solução está dentro dele, preciso apenas vencer a si mesmo, deixar de inventar bodes expiatórios para todas as desgraças que lhe caem sobre a cabeça... Preciso tão somente mover-se, ser nobre ao fazê-lo! Entender ainda que por mais que não queira, por mais que se recuse, certas mudanças são necessárias, forçosamente DEVEM acontecer, pressionadas pelo peso do que está em jogo.
O homem humilde e sábio se curva ao que é de imperativo, maior que seus próprios desejos.
Então: BARULHO, traço cultural brasileiro? Por quê? Que razões temos para nos orgulharmos dele? Obsceno, deselegante, irritante, nocivo... Não é tempo de negá-lo já, para bem de nós mesmos?
Não importa o peso de uma identidade, é preciso removê-la quando se torna nociva e vergonhosa. Além de tudo, A VERDADEIRA expressão de felicidade está no sorriso SERENO, não no BARULHO IRRITANTE!
E de há muito o sorriso brasileiro deixou de ser sereno, sumiu a elegância. Fisionomias crispadas, gritos e pobreza em amplos sentidos desfilam pelas ruas. Esse traço, hoje ignóbil graças a pratica patética e bestial dele, deve ser removido pelo que de mais precioso está em jogo: a saúde física, mental e espiritual de todos nós, mutiladas todas por ele, o barulho.
Precisamos nos convencer de que BARULHO É DROGA, a pior de todas, pois facilmente se alastra, numa velocidade surpreendente faz milhares de vítimas! E surdez não é a única doença produzida por ela! (procurar Google: ‘Os efeitos do barulho no cérebro e no comportamento’).
Precisamos aprender a fazer uso devido das tecnologias. Também os comerciantes precisam entender que lucros a preço de saúde é mais que prejuízo, é perigoso!
Possamos ser produtivos e empreendedores, ter salvaguardadas nossas mentes, nossas infindas possibilidades de vida e crescimento... Possamos, enfim, apreciar os fios finos da vida, drasticamente ofuscados pelo massivo e onipresente barulho.
Seremos felizes quando formos capazes de ver nos problemas a nossa conivência, nossa parcela de culpa. De nada adianta cruzar os braços, ou esbravejar encontrando culpados para tudo. Seremos felizes quando formos capazes de remover idéias ultrapassadas, provadas nocivas a olhos vistos. Seremos felizes quando cada qual fizer sua parte e a soma de todas as partes JUNTAS debelarem cada mal que nos atinja. Seremos felizes quando entendermos que todas as soluções estão dentro de nós mesmo, cidadãos comprometidos com a vida, nobres, produtivos e empreendedores.
VOCÊ, adepto do som, por favor, entenda: nossa Campanha não é contra o som, ou contra você. É contra o USO ABUSIVO DELE! Aquelas cargas monstruosas de decibéis que não têm hora nem lugar para acontecer e drasticamente mutilam mentes, inclusive a sua! Nossa campanha é educativa, contra o BARULHO em si mesmo, que fere a todos nós, indistintamente. Pense um minuto... Apenas um exemplinho: você gostaria de ser acordado, altas madrugadas, depois de um dia árduo de trabalho, pelo som estridente e ininterrupto de uma música que você não escolheu, muitas vezes a detesta? Não é isso tortura e agressão? Compreende-se que todos têm o direito de ouvir àquela musica de que gosta. Mas, não é de todos, indistintamente, o direito à saúde que vem do repouso?
Que repouso temos tido nestes últimos anos que vimos crescer em projeção geométrica o número de horrendas e deselegantes caixas de som em todos os estabelecimentos comerciais, casas residenciais, carros, ruas, igrejas, escolas? E os I-pods, celulares...?
O vício devora um número massivo de cidades, empobrece-as em amplos sentidos. Pior: seus cidadão se acostumam com isto.
Respeito a TODOS OS DIREITOS, saúde e paz, eis intenção da Campanha de Utilidade Pública “PARCEIROS DO SILÊNCIO”, nascida na cidade de Itabuna, mas uma campanha de todos, com desejos ardentes de se espalhar por todo o país visto que o barulho já é doença coletiva, calamidade pública que atinge toda a nação.
PARTICIPE! Seja um a mais a fazer prevalecer o bom senso!
do site
http://www.noticiacapital.com.br
Por Mariana Souza
Existem desejos dentro de nós que não se aquietam enquanto não satisfeitos. Tão fortes, não deixam alternativas outras que não a de morrer em vida ao nunca realizá-lo ou a de se matar na tentativa de fazê-lo. Assim tem sido comigo. Perguntam-me a razão de empreender a ‘luta perdida’, esse desejo febril de revoluções dentro de mentes, remoção de idéias perpetradas, sedimentadas, vigorosamente legitimadas... Falsas todas elas. Por isso mesmo empreendo a tal luta, teimosa, ardente... Movida por força maior, mistério oculto, uma idéia fixa de que algo é preciso ser feito. Nem tudo será perdido.
Durante dez anos fui testemunha silenciosa de um progressivo empobrecimento da cidade e do homem.
Cita-se a cidade de Itabuna, nos seus cem anos, uma velha senhora, empobrecida e deselegante. Não ajuda o seu rio, outrora orgulho estético local, hoje fétido, definha a olhos vistos.
“É progressiva, a degeneração!” pensei, com profundo pesar lançando olhar sobre tudo, impotente.
Por que as escolas fracassam, seus alunos não aprendem, não têm disposição para fazê-lo, mas gastam quilos de energias em futilidades, buscas vazias? Que geração é essa, onde vence às largas os anti-heróis? Por que o trabalho árduo, criativo, a luta boa enfim, perde às largas para a procura desenfreada e insaciável de prazer? Ah! Desaparece o bom senso, imediatismo e oportunismo prevalecem! Perde-se miseravelmente a noção do outro, egoísmo e mesquinharias grassam sem forças que os contenham!
Por que tanta tecnologia, metodologias, estratégias, tanta sofisticação e facilitações não dão conta de fazer o cidadão, ao contrário, triunfa a vulgaridade, o corpo leso, anestesiado por muitos vícios?
Por que nada freia o grito deselegante, a agressividade, a criminalidade, o banditismo?
Perguntas, perguntas. Centenas delas... Todas cheias de resposta cômodas. “É efeito dos tempos modernos, do infindável número de escassezes e excessos!” dizem todos, unânimes... Impotentes como eu.
Não há soluções...
Não enquanto todas as respostas estiverem fora do homem...
Enquanto assim for, triunfará o grito, o caos, o nascimento de um novo ser, que de modo algum se chamará cidadão.
Mas, então, empreendo a luta árdua de remover pedras de dentro de mentes, guiada às cegas pelo tal desejo, pela crença de que nalgum dia, nalgum momento o homem se tornará humilde o bastante para compreender que a solução está dentro dele, preciso apenas vencer a si mesmo, deixar de inventar bodes expiatórios para todas as desgraças que lhe caem sobre a cabeça... Preciso tão somente mover-se, ser nobre ao fazê-lo! Entender ainda que por mais que não queira, por mais que se recuse, certas mudanças são necessárias, forçosamente DEVEM acontecer, pressionadas pelo peso do que está em jogo.
O homem humilde e sábio se curva ao que é de imperativo, maior que seus próprios desejos.
Então: BARULHO, traço cultural brasileiro? Por quê? Que razões temos para nos orgulharmos dele? Obsceno, deselegante, irritante, nocivo... Não é tempo de negá-lo já, para bem de nós mesmos?
Não importa o peso de uma identidade, é preciso removê-la quando se torna nociva e vergonhosa. Além de tudo, A VERDADEIRA expressão de felicidade está no sorriso SERENO, não no BARULHO IRRITANTE!
E de há muito o sorriso brasileiro deixou de ser sereno, sumiu a elegância. Fisionomias crispadas, gritos e pobreza em amplos sentidos desfilam pelas ruas. Esse traço, hoje ignóbil graças a pratica patética e bestial dele, deve ser removido pelo que de mais precioso está em jogo: a saúde física, mental e espiritual de todos nós, mutiladas todas por ele, o barulho.
Precisamos nos convencer de que BARULHO É DROGA, a pior de todas, pois facilmente se alastra, numa velocidade surpreendente faz milhares de vítimas! E surdez não é a única doença produzida por ela! (procurar Google: ‘Os efeitos do barulho no cérebro e no comportamento’).
Precisamos aprender a fazer uso devido das tecnologias. Também os comerciantes precisam entender que lucros a preço de saúde é mais que prejuízo, é perigoso!
Possamos ser produtivos e empreendedores, ter salvaguardadas nossas mentes, nossas infindas possibilidades de vida e crescimento... Possamos, enfim, apreciar os fios finos da vida, drasticamente ofuscados pelo massivo e onipresente barulho.
Seremos felizes quando formos capazes de ver nos problemas a nossa conivência, nossa parcela de culpa. De nada adianta cruzar os braços, ou esbravejar encontrando culpados para tudo. Seremos felizes quando formos capazes de remover idéias ultrapassadas, provadas nocivas a olhos vistos. Seremos felizes quando cada qual fizer sua parte e a soma de todas as partes JUNTAS debelarem cada mal que nos atinja. Seremos felizes quando entendermos que todas as soluções estão dentro de nós mesmo, cidadãos comprometidos com a vida, nobres, produtivos e empreendedores.
VOCÊ, adepto do som, por favor, entenda: nossa Campanha não é contra o som, ou contra você. É contra o USO ABUSIVO DELE! Aquelas cargas monstruosas de decibéis que não têm hora nem lugar para acontecer e drasticamente mutilam mentes, inclusive a sua! Nossa campanha é educativa, contra o BARULHO em si mesmo, que fere a todos nós, indistintamente. Pense um minuto... Apenas um exemplinho: você gostaria de ser acordado, altas madrugadas, depois de um dia árduo de trabalho, pelo som estridente e ininterrupto de uma música que você não escolheu, muitas vezes a detesta? Não é isso tortura e agressão? Compreende-se que todos têm o direito de ouvir àquela musica de que gosta. Mas, não é de todos, indistintamente, o direito à saúde que vem do repouso?
Que repouso temos tido nestes últimos anos que vimos crescer em projeção geométrica o número de horrendas e deselegantes caixas de som em todos os estabelecimentos comerciais, casas residenciais, carros, ruas, igrejas, escolas? E os I-pods, celulares...?
O vício devora um número massivo de cidades, empobrece-as em amplos sentidos. Pior: seus cidadão se acostumam com isto.
Respeito a TODOS OS DIREITOS, saúde e paz, eis intenção da Campanha de Utilidade Pública “PARCEIROS DO SILÊNCIO”, nascida na cidade de Itabuna, mas uma campanha de todos, com desejos ardentes de se espalhar por todo o país visto que o barulho já é doença coletiva, calamidade pública que atinge toda a nação.
PARTICIPE! Seja um a mais a fazer prevalecer o bom senso!
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14.11.10
Hino da Proclamação da República
Letra do Hino da Proclamação da República
Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus.
Seja um hino de glória que fale,
De esperança de um novo porvir,
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Nós nem cremos que escravos outrora,
Tenha havido em tão nobre país
Hoje o rubro lampejo da aurora,
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais, ao futuro
Saberemos unidos levar,
Nosso augusto estandarte, que puro,
Brilha ovante, da Pátria no altar.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
Se é mister que de peitos valentes,
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes,
Batizou este audaz pavilhão.
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos,
Heis de ver-nos lutar e vencer.
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós
Das lutas, na tempestade
Dá que ouçamos tua voz.
___________________________________________________
Vocabulário
Audaz: corajoso
Augusto: majestoso
Aurora: nascer do sol
Brado: grito
Estandarte: bandeira
Hostis: inimigos
Labéus: desonras
Lampejo: clarão
Louçãos: vistosos
Louros: glórias
Mister: necessário
Outrora: em outro tempo
Ovante: vitoriante
Pálio: manto
Pendão: bandeira
Porvir: tempo futuro
Púrpuras: vermelhos-escuros
Rebel: revoltoso
Régias: reais
Remir: redimir
Rubro: vermelho
Soberbo: orgulhoso
Tiranos: governantes cruéis
Torpes: repugnantes
Transes supremos: momentos decisivos
_______________________________________________
AUTORES DO HINO
José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros e Albuquerque
Jornalista abolicionista e republicano, poeta, escritor e teatrólogo brasileiro nascido em Recife, Estado de Pernambuco, autor da letra do Hino da República, fundador da Cadeira n. 22 da Academia Brasileira de Letras, que tem como patrono José Bonifácio, o Moço e também conhecido por sua defesa da regulamentação dos direitos autorais e de uma legislação para os acidentes de trabalho. Filho do médico José Joaquim de Campos de Medeiros e Albuquerque, estudou inicialmente com sua mãe e entrou para o Colégio Pedro II. Acompanhou o pai em viagem para a Europa (1880) e estudou na Escola Acadêmica de Lisboa (1880-1884). De volta ao Rio de Janeiro, cursou História Natural com Emílio Goeldi e foi aluno particular de Sílvio Romero. Trabalhando como professor primário adjunto, entrou em contato com os escritores e poetas da época, como Paula Ney e Pardal Mallet, e estreou na literatura publicando o livro de poesias Pecados e canções da decadência (1889), em que revelou conhecimento da estética simbolista. Ocupou a Secretaria Geral da ABL (1899-1917) e foi autor da primeira reforma ortográfica ali promovida. Como jornalista no Rio de Janeiro, fundou os jornais O Clarim e O Fígaro, colaborou na Gazeta de Notícias e em jornais de Buenos Aires e Paris. Teve um período de exílio na Europa (1910-1916), por combater a candidatura do marechal Hermes da Fonseca e, na volta foi deputado federal por Pernambuco e pelo Distrito Federal e senador por Pernambuco. Dirigiu o Colégio Pedro II, a instrução pública do Distrito Federal e o Ministério do Interior e morreu no Rio de Janeiro. Dizia ter sido o autor da idéia da fundação da Academia Brasileira de Letras, mais tarde realizada por Lúcio de Mendonça com a colaboração de alguns dos vultos mais eminentes da literatura nacional. Foi quem respondeu a Graça Aranha, quando do rompimento deste com a Academia e faleceu no Rio de Janeiro, RJ. Deixou obra extensa e variada, que inclui romances, contos, poesia, crônicas, teatro e memórias, além de como escritor, ter sido um dos precursores do movimento simbolista no Brasil e divulgador, no país, das teorias de Freud. Em sua obra destacam-se Remorso (1889) e Quando eu era vivo (1942), ironicamente uma publicação póstuma.
Figura copiada das páginas do CENTRO DE MEMÓRIA / ABL:
http://www.academia.org.br/
Leopoldo Américo Miguez
Nascido em Niterói, 9 de setembro de 1850 — Rio de Janeiro e falecido dia 6 de julho de 1902, foi um compositor, violinista e maestro brasileiro.
Aos 32 anos viajou para a Europa por sua conta a fim de aperfeiçoar-se. Regressou ao Brasil convertido ao credo wagneriano e a princípio destacou-se como regente. Era um ativo republicano e é de sua autoria o Hino da Proclamação da República, composto para o concurso realizado pelo governo da época, que não chegou a ser o hino nacional por decisão do marechal Deodoro. Mas o velho Conservatório de Francisco Manuel já há muito necessitava remodelação e, dois meses depois do 15 de Novembro, era criado o Instituto Nacional de Música, sendo Leopoldo Miguez nomeado seu diretor.
Ao comentar a música de Miguez, recordam-se os poemas sinfônicos Parisiana e Prometeu, a ópera Os Saldunes, a Sinfonia em Si bemol e as peças de câmara:Sonata para violino e piano e o Allegro appassionato, para piano solo. Foi um músico competente, excelente organizador, mas faleceu cedo, aos 52 anos apenas. Foi sobretudo o grande continuador de Francisco Manuel da Silva e o renovador do ensino da música no Brasil no início do século XX.
1. Obras principais
•Música dramática: Pelo amor!; I Salduni (Os Saldunes).
•Música orquestral: Sinfonia em sol bemol (1882); Parisina (1888); Ave libertas (1890); Prometheus (1891); Marcha elegíaca a Camões (1880). Marcha nupcial (1876); Hino à Proclamação da República (1890).
•Música de câmara: Silvia; Suite à l’antique (1893); Trio;
•Música Instrumental: Allegro appassionato; Noturno; Reina a paz em Varsóvia; Concerto para contrabaixo e piano.
•Música vocal: Branca aurora; Le Palmier du Brésil; A Instrução.
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Ouça o Hino da Proclamação da República
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29.10.10
ONDE ESTÁ VOCÊ BRASIL?
Onde está você Brasil?
Autora: Ailce Costa
Onde está você Brasil?
Nas capas da revista
No noticiário da televisão
Mas os brasileiros
Quem disse que não!
Onde estão brasileiros
Hospitaleiros
Grande força da nação
Explode coração
Se mostre Brasil
Veja só as belezas
Também as riquezas
Que aqui se tem
Mais que as mazelas
Que um povo sem querelas
Mostra no jornal e na televisão
Somos nós brasileiros
Que vivemos nesta nação
Não se deixe enganar
Aqui tem ladrão
Não se rouba galinhas
Rouba sonhos e esperanças
Moradia e educação
Pense ...
O que é feito com os impostos
Que são pagos por nós
Caros cidadãos
Não se deixem enganar mais
Povo desta nação
Autora: Ailce Costa
Onde está você Brasil?
Nas capas da revista
No noticiário da televisão
Mas os brasileiros
Quem disse que não!
Onde estão brasileiros
Hospitaleiros
Grande força da nação
Explode coração
Se mostre Brasil
Veja só as belezas
Também as riquezas
Que aqui se tem
Mais que as mazelas
Que um povo sem querelas
Mostra no jornal e na televisão
Somos nós brasileiros
Que vivemos nesta nação
Não se deixe enganar
Aqui tem ladrão
Não se rouba galinhas
Rouba sonhos e esperanças
Moradia e educação
Pense ...
O que é feito com os impostos
Que são pagos por nós
Caros cidadãos
Não se deixem enganar mais
Povo desta nação
Halloween
O que significa Halloween?
Uma pergunta óbvia sobre o Halloween é, "O que a palavra significa?" O nome é, na realidade, uma versão encurtada de "All Hallows' Even"(Noite de Todos os Santos), a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows' Day). "Hallow" é uma palavra do inglês antigo para "pessoa santa" e o dia de todas as "pessoas santas" é apenas um outro nome para Dia de Todos os Santos, o dia em que os católicos homenageiam todos os santos. Com o tempo, as pessoas passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, "All Hallows' Even", como "Hallowe'en", e mais tarde simplesmente "Halloween".
Seguindo a tradição judaica, os cristãos consideram os dias santos do pôr do sol de um dia até o pôr do sol do dia seguinte. É daí que temos o costume de comemorar a véspera de Natal, de Ano Novo, etc. O antecessor direto do Halloween de hoje é a festividade que era iniciada no Dia de Todos os Santos, o qual começava ao pôr do sol do dia 31 de outubro.
Apesar de seu nome vir do Dia de Todos os Santos, o Halloween moderno é, na verdade, uma combinação de várias tradições diferentes. Na realidade, muitas das coisas que fazemos no Halloween antecedem completamente o cristianismo. Nas seções a seguir, falaremos das principais tradições que são seguidas no Halloween hoje e veremos como todas elas se misturaram em uma só festa.
Dia de Todos os Santos
Os cristãos vêm homenageando seus mortos virtuosos desde os primeiros dias da religião. No catolicismo tradicional romano, homens e mulheres excessivamente virtuosos podem ser canonizados no pós-vida. Por terem o dom da santidade, os santos estão próximos de Deus, e podem realizar milagres na terra. Os católicos romanos, e alguns outros cristãos, homenageiam os santos e pedem a eles direção em suas vidas. Veja Como alguém se torna um santo? para aprender mais sobre santidade.
Os católicos homenageiam muitos santos no seu próprio "dia", que é geralmente o aniversário de sua morte. No entanto, com milhares de santos canonizados, apenas uma pequena porcentagem é regularmente reconhecida. No século sétimo, o Papa Bonifácio IV estabeleceu oficialmente o Dia de Todos os Santos para assim homenagear todos os santos em um só dia. A história registra tal dia sagrado antes da época de Bonifácio, mas não era um dia amplamente guardado.
Originalmente, os cristãos dedicavam o 13 de maio ao Dia de Todos os Santos. Porém, no século VIII, o Papa Gregório III o mudou para dia 1º de novembro. Oficialmente, a igreja escolheu este dia para marcar a dedicação papal de uma igreja para homenagear os santos. Porém, muitos historiadores acreditam que a igreja realmente mudou a celebração para que correspondesse ao Samhain e outros festivais pagãos.
A igreja católica tinha uma política de longa data, a qual incorporava tradições não-cristãs em suas festividades a fim de que pudesse converter pessoas à fé católica. Isto incluía mudança nas datas de feriados cristãos para as datas daquelas ocasiões estabelecidas por não-cristãos. Muitos historiadores acreditam, por exemplo, que a igreja estabeleceu o Natal no dia 25 de dezembro para que correspondesse aos festivais pagãos do solstício de inverno.
De qualquer forma, quando o Dia de Todos os Santos mudou para 1º de novembro, a igreja começou a incorporar tradições do Samhain às atividades desse dia santo. Isto ajudou a trazer para o cristianismo os descendentes dos antigos Celtas, mas causou alguns problemas para a igreja. Muitas das tradições do Samhain eram centradas no sobrenatural e no mundo dos espíritos, idéias que não têm muito sentido para o cristianismo. Reconhecer os santos, que por definição eram falecidos, ajudou a ir bem longe, mas os convertidos ainda eram fascinados pela idéia de seu familiar morto retornar ao mundo dos vivos.
Apesar de certo desconforto na igreja, muitas idéias sobrenaturais persistiram nas celebrações da véspera do Dia de Todos os Santos, tornando a ocasião uma combinação notável de crenças cristãs e pagãs. No final do século X, a igreja tentou dar um pouco mais de direção a essas tradições estabelecendo o Dia de Finados, uma ocasião para se homenagear todos os cristãos mortos. Na próxima seção, vamos descobrir como as pessoas fazem nesse dia, e veremos como essas práticas estão ligadas ao Halloween.
Dia de Finados
O Dia de Finados, em 2 de novembro, é celebrado com missas e festividades em homenagem aos mortos. Os vivos rezam pelos cristãos que estão no purgatório, o estado no pós-vida onde as almas são purificadas antes de irem ao céu. As almas no purgatório, que são membros da igreja assim como os cristãos vivos, têm de sofrer para que possam ser purificados de seus pecados. Por meio de orações e boas obras, o membros vivos da igreja podem ajudar os seus amigos e familiares que partiram.
Após sua introdução, este feriado saciou o interesse de muitos católicos pela morte e pelo sobrenatural. Mas a idéia não-cristã de espíritos que vagam persistiu em algumas áreas, assim como a atmosfera de festividade do Samhain. Aceitando que não podiam livrar-se completamente dos elementos sobrenaturais das celebrações, a Igreja Católica começou a caracterizar os espíritos como forças do mal associadas ao diabo. É daí que temos muitas das imagens mais perturbadoras do Halloween, tais como bruxas malvadas e demônios.
O Dia de Finados ainda existe. O Dia Dos Mortos é uma época na qual as famílias gostam de lembrar dos falecidos. Porém, em alguns lugares como o México, é também uma época marcada por festividades, incluindo desfiles espetaculares de esqueletos e demônios. Em uma tradição notável, os farristas fazem um funeral falso com uma pessoa viva dentro de um caixão.
Esta simulação está intimamente ligada à comemoração de Halloween, assim como outros elementos do Dia de Finados. Na próxima seção, veremos como um antigo ritual do Dia de Finados foi levado ao moderno travessuras ou gostosuras.
Controvérsias do Halloween
Apesar de o Halloween vir parcialmente de tradições cristãs, muitos grupos cristãos não querem saber de nada da festa por causa de seus elementos pagãos. Figuras famosas de Halloween, tais como bruxas e demônios, carregam uma conotação satânica desconfortável para alguns cristãos, que não querem expor seus filhos a estas imagens. Alguns grupos também se incomodam com as origens desta festa, já que é uma crença comum que o festival Samhain era uma celebração de um diabólico deus dos mortos chamado Samhain. A maioria das evidências mostra que na verdade não é esse o caso - a principal documentação de tal deus vem de um material aparentemente produzido pela igreja católica há centenas de anos, como meio de converter pessoas do druidismo.
Os grupos cristãos se incomodam também com os boatos de que os druidas e wiccanos atuais guardam o Halloween como uma ocasião para adorar Satanás e outras forças do mal. As organizações estabelecidas desses grupos negam com veemência qualquer conhecimento de tais práticas, apesar de dizerem que o Halloween é uma data importante do ano em sua religião. Todo ano, há alguns relatos de rituais satânicos e até de sacrifícios de animais, mas a maioria dessas histórias são invenções comprovadas. Quaisquer sacrifícios reais são práticas de indivíduos em grupos extremistas menores, operando fora de qualquer organização maior.
Muitos Wiccanos, bruxos de hoje, irritam-se quanto ao Halloween porque sentem que são mal-representados por alguns oradores cristãos e pela mídia. Eles querem separar a sua religião da noção popular de bruxas como figuras malvadas compactuadas com o diabo. Eles dizem que a bruxaria moderna é baseada nas antigas crenças Druidas e Wiccanas que nada tinham a ver com Satanás ou outras figuras da teologia judaico-cristã. Os Wiccanos dizem que a sua religião é baseada em uma conexão da natureza e do universo, não em forças obscuras e magias malignas, como sugere a idéia popular sobre as bruxas.
Em geral, o Halloween gera controvérsia porque alguns pais pensam que é uma festa imprópria e possivelmente perigosa para as crianças. Na sociedade moderna, as crianças estão correndo algum tipo de perigo físico ao brincar de "travessuras ou gostosuras" porque elas caminham pelo bairro no escuro e aceitam doces de estranhos. As imagens assustadoras que envolvem o Halloween também geram preocupação. Muitos pais temem que monstros e fantasmas sejam perturbadores demais para as crianças, notando-se que as crianças menores que brincam de "travessuras ou gostosuras" têm dificuldade em distinguir fantasia e realidade e podem se assustar demais com pessoas vestidas de monstros. Nos últimos anos, cada vez mais pais têm desviado suas crianças do "travessuras ou gostosuras", levando seus filhos a festas de Halloween na escola ou na igreja.
Este é um assunto difícil para os pais, pois freqüentemente eles têm ótimas lembranças da brincadeira quando eram crianças, porém não se sentem seguros em deixar seus próprios filhos saírem. Eles dizem que o Halloween era menos assustador quando eles eram crianças porque era mais a diversão de usar fantasias engraçadas, e as crianças não eram expostas a tantas imagens perturbadoras na cultura popular. Os filmes de terror se tornaram um ponto particularmente sensível para os pais preocupados, por serem muito violentos.
Outros acham que muitos aspectos do Halloween são importantes para as crianças. Fantasiar-se pode fazer com que uma criança tímida tenha mais autoconfiança, e o "travessuras ou gostosuras" pode criar um sentimento saudável de comunidade em uma vizinhança. Na maioria das vezes, os adultos que gostam do Halloween detestariam ver suas tradições favoritas acabarem aos poucos, pois eles se lembram de como eles as adoravam quando eram crianças. Neste ponto, o Halloween parece estar realmente direcionado a algumas mudanças, mas há muitas idéias diferentes de quais sejam essas mudanças.
Por que as pessoas adoram o Halloween?
Então, agora que sabemos de onde vêm os diferentes elementos do Halloween, a pergunta fica: por que nos alegramos em uma celebração da morte e de forças sobrenaturais?
Duas questões relacionadas são:
•por que gostamos de levar susto?
•por que gostamos de nos vestir como figuras assustadoras?
Todos esses prazeres parecem ser características humanas universais, com festivais relacionados à morte e desfiles de fantasias aparecendo em muitas culturas. Como seres humanos, temos total consciência de nossa própria mortalidade e da morte em geral. As culturas humanas são obcecadas pela morte porque não podemos entendê-la, e ainda assim ela aparece em tudo o que fazemos. É um dos mistérios mais assustadores com que nos deparamos na vida. Uma maneira de se sentir mais confortável com esse mundo desconhecido é torná-lo leve como um festival. Isto deixa todas as idéias assustadoras em aberto, onde podemos encará-las mais confortavelmente, nos divertindo com outras pessoas em vez de contemplar a mortalidade sozinhos.
Além de trabalhar com o mal-estar a respeito dos mistérios da morte e do sobrenatural, as pessoas gostam de serem assustadas por razões puramente biológicas. Quando você assiste a um filme de terror ou anda em uma montanha russa, seu cérebro aciona uma resposta de medo. Seu corpo libera adrenalina e outros hormônios que fornecem energia extra para lidar com a situação. Quando você está realmente em perigo, é claro, não gosta de sentir esses hormônios, você simplesmente os usa para lutar, escapar ou tomar alguma outra atitude. Quando o perigo é simulado, porém, sua mente sabe que, na verdade, você está seguro e gosta da energia que os hormônios te dão. O medo intencional e sob controle é divertido porque ele proporciona uma corrida de hormônios e o ajuda a trabalhar com seus medos em geral em um ambiente seguro.
Ao nos vestirmos com nossos medos, nós os temos mais perto, tomando um certo controle deles. Isto pode ser particularmente eficaz com crianças. Elas geralmente não têm medo da mortalidade tanto quanto de figuras sinistras como monstros e fantasmas. Uma vez que elas se vestem como um monstro e brincam com a personagem, eliminam um pouco do mistério do monstro, tornando-o menos ameaçador.
É claro que o "travessuras ou gostosuras" não é apenas usar roupas aterrorizantes. Normalmente, as crianças se vestem como sua personagem de desenho favorita ou uma figura adulta como um bombeiro ou um astronauta. O prazer disso consiste simplesmente na alegria de atuar - as crianças anseiam pelo Halloween porque elas podem habitar uma personagem, sendo ela uma figura aterrorizante ou um super-herói idolatrado. Os adultos gostam de se vestir por razões semelhantes, e é por isso que as simulações são parte de tantos festivais de diferentes culturas. Colocar uma máscara permite que as pessoas esqueçam suas inibições e saiam de si mesmos por uma noite. Usando uma fantasia, as pessoas dizem e fazem coisas que provavelmente não fariam em sua rotina. É muito gratificante entrar num personagem por um tempo, mesmo (ou especialmente) para um adulto.
O Halloween parece ter uma função valiosa para muitas crianças e adultos. Ele continua tão popular porque preenche nossa necessidade básica de nos referirmos aos mistérios que nos amedrontam e até mesmo de celebrá-los. É um verdadeiro testamento ao poder das tradições do Halloween que elas foram passadas de pai para filho e abraçadas por tantas gerações.
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Data Comemorativa
25.10.10
Desenvolvimento da leitura
Desenvolvimento da leitura
De 3 a 6 anos - Pré-leitura
Nessa fase ocorre o desenvolvimento da linguagem oral. Desenvolve-se a percepção e o relacionamento entre imagens e palavras: som e ritmo.
Tipo de leitura recomendada: Livros de gravuras, rimas infantis, cenas individualizadas.
De 6 a 8 anos - Leitura compreensiva
A criança adquire a capacidade de ler textos curtos. Leitura silábica e de
palavras. As ilustrações dos livros — que são extremamente necessárias — facilitam a associação entre o que é lido e o pensamento a que o texto remete.
Tipo de leitura recomendada: Aventuras no ambiente próximo, família, escola, comunidade, histórias de animais, fantasias, problemas.
De 8 a 11 anos - Leitura interpretativa
Aqui ocorre o desenvolvimento da leitura propriamente dita. A criança já tem capacidade de ler e compreender textos curtos e de leitura fácil com menor dependência da ilustração. Orientação para o mundo da fantasia.
Tipo de leitura recomendada: Contos fantasiosos, contos de fadas, folclore, histórias de humor, animismo.
De 11 a 13 anos - Leitura informativa ou factual
Se tudo estiver bem e as outras etapas tiverem sido trabalhadas corretamente, aqui já existe a capacidade de ler textos mais extensos e complexos quanto à idéia, estrutura e linguagem. Começa uma pequena introdução à leitura crítica.
Tipo de leitura recomendada: Aventuras sensacionalistas, Detetives, fantasmas, ficção científica, temas da atualidade, histórias de amor.
De 13 a 15 anos - Leitura crítica
Aqui já vemos uma maior capacidade de assimilar idéias, confrontá-las com sua própria experiência e reelaborá-las, em confronto com o material de leitura.
Tipo de leitura recomendada: Aventuras intelectualizadas, narrativas de viagens, conflitos sociais, crônicas, contos.
Fonte: Internet
De 3 a 6 anos - Pré-leitura
Nessa fase ocorre o desenvolvimento da linguagem oral. Desenvolve-se a percepção e o relacionamento entre imagens e palavras: som e ritmo.
Tipo de leitura recomendada: Livros de gravuras, rimas infantis, cenas individualizadas.
De 6 a 8 anos - Leitura compreensiva
A criança adquire a capacidade de ler textos curtos. Leitura silábica e de
palavras. As ilustrações dos livros — que são extremamente necessárias — facilitam a associação entre o que é lido e o pensamento a que o texto remete.
Tipo de leitura recomendada: Aventuras no ambiente próximo, família, escola, comunidade, histórias de animais, fantasias, problemas.
De 8 a 11 anos - Leitura interpretativa
Aqui ocorre o desenvolvimento da leitura propriamente dita. A criança já tem capacidade de ler e compreender textos curtos e de leitura fácil com menor dependência da ilustração. Orientação para o mundo da fantasia.
Tipo de leitura recomendada: Contos fantasiosos, contos de fadas, folclore, histórias de humor, animismo.
De 11 a 13 anos - Leitura informativa ou factual
Se tudo estiver bem e as outras etapas tiverem sido trabalhadas corretamente, aqui já existe a capacidade de ler textos mais extensos e complexos quanto à idéia, estrutura e linguagem. Começa uma pequena introdução à leitura crítica.
Tipo de leitura recomendada: Aventuras sensacionalistas, Detetives, fantasmas, ficção científica, temas da atualidade, histórias de amor.
De 13 a 15 anos - Leitura crítica
Aqui já vemos uma maior capacidade de assimilar idéias, confrontá-las com sua própria experiência e reelaborá-las, em confronto com o material de leitura.
Tipo de leitura recomendada: Aventuras intelectualizadas, narrativas de viagens, conflitos sociais, crônicas, contos.
Fonte: Internet
5.9.10
A seca e o inverno
Na seca inclemente no nosso Nordeste
O sol é mais quente e o céu, mais azul
E o povo se achando sem chão e sem veste
Viaja à procura das terras do Sul
Porém quando chove tudo é riso e festa
O campo e a floresta prometem fartura
Escutam-se as notas alegres e graves
Dos cantos das aves louvando a natura
Apita a nambu e geme a juriti
E a brisa farfalha por entre os verdores
Beijando os primores do meu Cariri
Nas lindas lanternas de mil vaga-lumes
Na copa da mata os ramos embalam
E as flores exalam suaves perfumes
A gente aprecia o mais lindo compasso
Além do balido das lindas ovelhas
Enxames de abelhas zumbindo no espaço
No rumo da roça de marcha apressada
Vai cheio de vida sorrindo e contente
Lançar a semente na terra molhada
Fiel prazenteiro modesto e feliz
É que o ouro branco sai para o processo
Fazer o progresso do nosso país
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